No fim de semana tive a oportunidade de assitir a dois espetáculos de teatro do projeto Só com Experiência que acontece na Estação Ciência, na Lapa.
Emocionantes, as vezes dramáticas, divertidas entre outros tantos sentimentos, as peças sob a direção de Caue Matos e participação de joviais senhores e senhoras, da boa terceira idade foram ótimas e recomendo aos que ainda não assistiram. Exagero? Talvez. Confesso que sou tiete de alguns dos integrantes, mas você terá de tirar a prova na próxima apresentação.
Projeto que é bom nada! Ainda não terminei.
Estranho quando a devoradora de livros sobre os mais diversos temas se ve um pouco cansada de ler. Crise de segunda-feira ou apenas uma tendência de retardar o que deve ser entregue amanhã?
Passei o dia inteiro em casa e nem mesmo fui a uma defesa de tese de uma amiga para pensar no meu projeto de pós-doc. Li alguns artigos e pontuei o conteudo atual do projeto e honestamente ele ainda não está da maneira ideal, ao menos para mim.
Meu ex namorado (estranho chamar ele apenas de amigo) me ligou e me aconcelhou relaxar. Beber uma taça de vinho, dormir e deixar para amanhã a continuação do meu projeto, mas não. Prefiro deixar a maquina ligada, os artigos e a caneta a postos.
Semana passada passei pelo meu primeiro concurso. Era super concorrido, a especificação para a vaga ampla e os pontos para a prova escrita vastos e associados a mais de uma area de conhecimento. Sorte de quem era especialista no tema sorteado, o que não foi meu caso.
De qualquer forma foi uma ótima experiência. Ver várias pessoas com uma boa formação lutando por uma vaga após a pós-graduação me fez sentir pertencente a um grupo de pessoas que tem um mesmo objetivo: fazer ciência e propaga-la (ser docente). Romântico, mas real. O dificil foi também encarar a concorrência, mas ainda assim é muito bom conhecer gente que tem uma boa formação e conversar sobre suas perspectivas.
Tenho certeza de que o Brasil forma ótimos mestres e doutores, mas o que acontece com eles depois é que deixa um ponto de interrogação pelo menos na minha mente.
No ano retrasado assisti a uma palestra do pró-reitor de pesquisa da USP em que ficava evidente a preocupação da Universisdade em localizar o que cada um dos seus doutores e mestres fazem atualmente, o que eu acredito ser de um grande importância para os alunos ingressantes. Afinal o ingresso não é fácil e o percurso árduo. O que os espera no fim disso tudo?
O banco de teses da USP conta hoje com um total de 11 615 teses e 17 639 dissertações de mestrado. Some esses egressos outros tantos de outras instituições de ensino, como a também prestigada UNICAMP que formou 23 008 mestres e 12 566 doutores (1971-2009). Eu adoraria saber como o mercado absorveu essas pessoas.
Quanto a mim: espero fazer um ótimo pós-doc. Falando nisso, mellhor voltar ao projeto.
Fiz um curso de planejamento de tempo. Engraçado a gente ter de dispensar tempo para conseguir manejar a agenda. Tirei um tempo do trabalho e da organização da minha nova rotina e consegui terminar a minha mudança da moradia estudantil e restam apenas duas caixas de coisas para organizar no meu novo quarto.
Defendi. Novo ano. Novos projetos. Mudança. Parte das minhas coisas já estão encaixotadas, com exceção de alguns livros, entre eles o Free Radicals in Biology and Medicine (Halliwell and Gutteridge) e o Biochemistry (Voet & Voet), e alguns manuscritos.
Titulo, folha de rosto, dedicatória, agradecimentos, resumo em português, abstract, résumé, abreviaturas, sumário, introdução, materiais e métodos, resultados e discussão, conclusão, referências, material suplementar, anexos. 116 Paginas. Tese escrita. Impressa em frente e verso – tentativa ecológica. Tese entregue em 12 versões na secretária de pós-graduação. Indicação de membros para compor a Banca. Aprovação dos nomes dos membros para compor a Banca. Junção cósmica para a data em que os cinco professores possam comparecer e finalmente uma data, hora e local: 10 de dezembro, 13:30, anfiteatro cinza.
O que farei depois? isso são cenas do próximo capítulo.
Que tal uma trilha sonora?
Twentysomething
After years of expensive education A car full of books and anticipation I'm an expert on Shakespeare and that's a hell of a lot
But the world don't need scholars as much as I thought
Maybe I'll go travelling for a year Finding myself, or start a career
Could work for the poor, though I'm hungry for fame
We all seem so different but we're just the same Maybe I'll go to the gym, so I don't get fat Aren't things more easy, with a tight six pack? Who knows the answers, who do you trust? I can't even seperate love from lust
Maybe I'll move back home and pay off my loans
Working nine to five, answering phones
But don't make me live for my Friday nights
Drinking eight pints and getting in fights I don't want to get up, just let me lie in
Leave me alone, I'm a twentysomething
Maybe I'll just fall in love That could solve it all Philosophers say that that's enough There surely must be more Love ain't the answer, nor is work The truth elludes me so much it hurts
But I'm still having fun and I guess that's the key
I'm a twentysomething and I'll keep being me
I don't want to get up Let me lie in Leave me alone I'm a twentysomething
Vinte e Poucos Anos
Depois de anos de educação cara Um carro cheio de livros e expectativa Eu sou um expert em Sheakspere e isso é muita coisa Mas o mundo não precisa tanto de eruditos como eu pensava
Talvez eu vá viajar por um ano Me encontrar, ou começar uma carreira Eu poderia trabalhar para o pobre, apesar de ter fome de fama Nós parecemos tão diferentes, mas somos o mesmo
Talvez eu vá a academia para não ficar gordo As coisas não são mais fáceis com um corpo bonito? Quem sabe as respostas, em quem você confia? Eu nem sei separar amor de luxúria
Talvez eu me mude de volta para casa e pague minhas dívidas Trabalhando de nove as cinco atendendo telefones Mas não me faça viver para minhas sextas feiras à noite Bebendo oito cervejas e entrando em brigas
Eu não quero me levantar, me deixe mentir Me deixe em paz, eu sou somente um garoto de vinte e poucos anos.
Talvez eu simplesmente me apaixone Isso deve resolver tudo Filósofos dizem que é o bastante Certamente deve haver mais
Amor não é a resposta, trabalho também não é A verdade é tão incompreensível que dói Mas eu continuo me divertindo e acho que essa é a chave Eu tenho vinte e poucos e continuarei sendo eu mesmo
Eu não quero me levantar Me deixe mentir Me deixe em paz Eu sou um garoto de vinte e poucos anos.
Amo as tirinhas do Calvin and Hobbes. Hoje essa duplinha faz 25 anos pós primeiro aparecimento no jornal Cincinnati Post. O pai dessa criação é o cartunista formado em ciencias politicas pela Kennyon College Willian B. Watterson II, ou simplismente Bill Watterson. Curioso para dar uma olhadinha nas tirinhas? Você pode dar uma olhadinha no site http://www.gocomics.com/calvinandhobbes/